Fluxo de mídia, ou, como muitos chamam, streaming, foi uma tendência que chegou com força no último ano. Tudo começou com o YouTube, mas chegou em seu pico máximo de popularidade com a vinda do Netflix para o Brasil em 2011; uma oferta interessante combinada com um serviço bom (dependendo do pacote de internet de cada um), e nós já sabemos como termina a história, né? ¯\_(ツ)_/¯

O Spotify chegou aqui um pouco depois, em 2013, o que já era esperado por muitos usuários brasileiros. O serviço possibilita ouvir músicas de graça no computador, smartphones, tablets e outros aparelhos, sem precisar fazer download e com pausas esporádicas – como os comerciais de TV. A versão paga é ainda mais convidativa: sem comerciais e com playlists para ouvir off-line.

Pulamos alguns anos e chegamos em 2016: streaming faz tanto sucesso no mundo que, na indústria da música, sua receita já é maior do que a venda física. Na TV, o serviço de streaming é tão popular que muitas pessoas preferem usá-lo do que ficar zapeando a TV a cabo. E isso aconteceu por um motivo simples: mesmo com um aumento de preço anual, ainda vale mais a pena usar serviços como Netflix e Spotify do que todos os outros.

No caso do Spotify, existem dados muito interessantes: dos usuários do mundo, 60% deles usam streaming, mas apenas 10% pagam pelos mesmos. Com a chegada do Apple Music, o maior concorrente do Spotify, algumas coisas ficaram bastante claras, como um crescimento do número de usuários em ambos serviços e a porcentagem de quantas pessoas usam streaming. O mais interessante são os usuários da Ásia-Pacífico e da América do Norte: eles têm probabilidade maior de pagar pelos serviços, mas ainda assim são hesitantes.

O Brasil representa 12% dos usuários do Spotify no mundo. Ainda que pareça uma porcentagem pequena comparado aos 43% que representam a Suécia, não podemos considerá-la pequena quando levamos em consideração o número de pessoas que possuem smartphone, acesso à internet e condições de pagar por um serviço de streaming no Brasil.

Continuando: 72% dos usuários totais do Spotify tem entre 16 e 34 anos, sendo que os usuários entre 16 e 24 anos estão mais propensos a pagar pelo serviço do que os usuários que tem 25 a 34 anos. Mas, se seguirmos a lógica, faz sentido; usuários entre 16 e 24 anos ainda são, na maioria, dependentes dos pais, os quais efetivamente pagam o serviço de streaming. Jovens adultos, a galera que tem entre 25 e 34 anos, provavelmente consideram outros tipos de gastos mais importantes do que streaming.

E sim, junto com o Uber, os serviços por streaming são a aposta para o futuro.